Caminhar nas Montanhas Lindas do Ventor, é saber apreciar tudo que lhes dá vida ...

 

 

Tal como este moinho, junto à ponte romana de Lamas de Mouro. A estrada passa entre a ponte e o Moinho, mas quem não souber onde ficam, seguem em frente e nunca mais vêm um ou outra

 

 

Na frente direita desta galanta fica a ponte romana de Lamas de Mouro

 

 

Ao caminhar sobre esta ponte, sentimo-nos caminhar sobre os séculos passados juntos com os romanos, os mouros, os suevos e outros povos que cruzaram o nosso mundo

 

 

A ponte do lado de cá, está bloqueada com ramadas de árvores secas para não permitir as galantas irem para a estrada. Só conseguimos descer por entre as moitas, como eu fiz

 

 

Depois foi só fotografar tudo, parado ou que se mexesse. O dono das vacas veio ter comigo perguntar-me se eu era um cientista. Respondi-lhe que gostaria muito de ser mas, tento imitá-los. Se não voltar a conhecer novos mundos, pelo menos, tento não perder os velhos!

 

 

Fotografei ponte e rio e ele sempre comigo. Estava preocupado que eu caísse nos toutiços de terra onde enraízam os carriços, implantados no meio do rio

 

 

Ficou admirado como eu olhava a ponte, o rio, as suas vacas, os montes envolventes ...

 

 

Ele queria falar comigo, mas eu só via o rio e a ponte e ficou parado a olhar para mim enquanto eu via as suas vacas beberem, vivendo a minha saudade

 

 

Passei para o outro lado do rio a juzante da ponte, ele deixou as vacas e foi ter comigo. "Você quer mesmo tomar um banho! Já viu que esses torrões com carriço dão de si"!

 

 

Depois ficou admirado como eu olhava estas belezas azúis. Eu chamava-as, falava com elas, fotografava-as e ele devia julgar-me, pensava eu, maluco

 

 

Continuei a namorar as libelinhas nquele belo dia de Agosto

 

 

Elas descolavam e pousavam no mesmo sítio, na minha cabeça, no ombro ...

 

 

E eu ria-me falava-lhes e cantava-lhes: "vou levar-te comigio"!

 

 

Elas esvoaçavam à minha volta como se representassem todos aqueles que por ali caminharam um dia. Acho que elas estavam tão encantadas comigo como eu com elas

 

 

Elas nem imaginam como eu me sinto junto delas, junto dos nossos rios, dos nossos carriços, vendo-as esvoaçar em redor e ouvir os nossos rios cantarem para mim!

 

 

Adeus belas libelinhas. Prometo voltar para  ver os vossos descendentes!

 



As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra da Peneda, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos seus sonhos e são, também, as montanhas da sua gente

publicado por Pilantras às 13:30