Ao descer Arriba dos Moinhos, rumo à Assureira, olhei o caminho para o Portinho do Curral das Cabras e metia medo. Intransitável!

 

 

Mais em baixo, espreito por entre os carvalhos,  vejo a beleza do meu rio, furando e cantando por entre as rochas e os matagais. Certamente nunca mais voltarei a descer e a subir o meu rio! 

 

 

Ele é belo e a sua música a melhor das sinfonias!

 

 

O moinho foi tragado pelo matagal, mas ainda lá estava para dizer olá ao Ventor.

 

 

O rodízio desapareceu tragado pelo tempo e a espuma branca das águas deixou de se ver passando a ver-se apenas o buraco escuro sem o flash.

 

 

O poço negro, cheio de trutas, que era a tomada de água para outro moinho, mais abaixo, desapareceu. A ponte para a Assureira sempre foi um espectáculo vista do rio e o rio um espectáculo visto de cima dela.

 

 

Aqui ainda se pode caminhar e ouvir as suas águas porque, mais abaixo, ele é tragado pelo matagal.

 

 

Ele era lindo, mas está morrendo, como estão morrendo todos aqueles que viveram, cantaram e choraram com ele.

 

 

O poço era alteado por pedras, para subir e fazer a água entrar por essa leva para ir mover o moinho da tia Bondeira. Faltou a necessidade de manter bela a vida do nosso rio!

 

 

Mas as suas águas continuam cantando ou murmurando para nós ou a dar vida aos carriços!

 

 

 

O velho salgueiro cntinua junto ao moinho, debruçado sobre o rio, a saudar os poucos que se atrevem a lá passar e,

 

 

as velhas videiras americanas continuam há 5 dezenas de anos abraçadas a ele, chorando juntos!

 

 

Deixando o salgueiro à direita, encaminho-me para a ponte onde as pedras continuam esperando que as pessoas as olhem, as admirem e as pisem. De cima desta ponte, em dias de dilúvio, a canção das águas é avassaladora!

 

 

Por entre o azevinho, as urzes e os salgueiros eu espreitava as trutas nadando em volta do poço nas águas baixas, e fazia correrias, de e para a Assureira, para ser sempre o primeiro a chegar.

 

 

A montante da ponte, eis o rpimeiro poço ...

 

 

... mais acima, outro, este tem caída na esquerda da foto uma grande rocha que quase o fez desaparecer. Caso para falar de movimentos incríveis contra as belezas do rio de Adrão.

 

 

A partir da cachoeira vemos como os salgueiros, silvas e outros matos engoliram a beleza do nosso rio.

 

 

Agora deixamos o rio  e a ponte e vamos passar junto ao muro das bouças a que chamamos os carvalhos do Grilo.

 



As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra da Peneda, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos seus sonhos e são, também, as montanhas da sua gente

publicado por Pilantras às 20:48