Agora, depois de passar os carvalhos, caminho pelo Grilo ao lado da minha gente. Por baixo do caminho sob os arbustos, existe uma nascente, (o Olheiro do Grilo) que nos matava a sede. Hoje, se calhar, nem aos animais é acessível.

 

 

Hoje, seguindo por este caminho, os matos nem me deixam ver o rio lá no fundo. Houve-se a água chorar, mas não a vemos. Antigamente ela cantava à nossa passagem, hoje chora.

 

 

 

 

À nossa esquerda, o matagal é de assustar. E mais ainda, sabendo eu que descia e subia esta encosta com as minhas vacas, na melhor!

 

 

Ao ver tudo ao redor deste caminho, a minha tristeza é tão grande que nem me deixa recordar o nome de muitos locais, como esta corga.

 

 

 

Uma das vantagens de caminhar no Grilo é ver as minhas Montanhas Lindas de baixo para cima. No pico deste primeiro monte está a última morada da minha gente. O cemitério de Adrão.

 

 

Agora, noutra perspectiva.

 

 

Por trás das últimas árvores queimadas, à direita da foto, fica o Senhor da Paz.

 

 

À hora que eu caminhei, rumo à Assureira, se fosse noutros tempos, a encosta queimada mostraria os fumos que saíam das lareiras (burralhos), para fazer a paparoca dos putos, porque, sendo época de férias grandes, eles partiriam para brincadeiras, nunca esquecidas.

 

 

As montanhas do Ventor são lindas memso queimadas.

 

 

 

Uma beleza, a última morada da minha gente, virados para a sua Assureira e observando as suas paisagens. Deixo assim de vos mostrar outras paisagens que do Grilo já não se vêm, devido à altura dos matos. Houve tempos que eu via os cagordos (cogumelos) do lado de lá do rio, mas hoje, nem o rio, nem as bouças do outro lado se vêm! Só bem para cima, encosta fora.

 



As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra da Peneda, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos seus sonhos e são, também, as montanhas da sua gente

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publicado por Pilantras às 15:15