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Montanhas Lindas

Serra de Soajo, onde nos sentimos mais perto do Céu

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Serra de Soajo, onde nos sentimos mais perto do Céu

wolf-1955518_960_720.jpg Lobo na serra de Soajo

abutres.jpgPelo ar os abutres ...

aguia.jpg... e também as águias


Vejam a serra de Soajo aqui, no Flickr https://www.flickr.com/photos/132167204@N05/albums/


As fotos em cima podem ser um lobo na serra de Soajo a caminhar na minha serra com os garranos e as rainhas da montanha, pela Corga da Vagem, pela Naia, pelo Curral do Pai, pela Serrinha, pela Derrilheira, … é mesmo lindo! Mas os lobos pouco se notam. Vieram os abutres e as outras aves de rapina também têm estado de abalada. Esta é a minha serra.

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 Em 09-08-2009, comemos os rojões na Corga da Vagem

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E assim foi tudo aviado a meio da caminhada


Depois? Bem, depois ... vamos caminhando!


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29.08.18

Subida à Pedrada, em Agosto de 2018


Luiz Franqueira

Isso mesmo!

Subi à Pedrada com mais 9 amigos mas dos 19 km feitos, cerca de 14 foram feitos com um pé calçado e outro semi-descalço. Foi mesmo assim. Disse mal daa botas, insultei-as e bla-bla-bla mas, depois das contas feitas, o que concluo é que a minha bota salvou o meu pé. Se tivesse ido de sapatinhos de toilette ou de ténis, provavelmente, não teria a mesma sorte.

Rodopiei pela esquerda no poulo do Muranho, meti o pé num buraco do poulo e a minha bota deu um grande estoiro. Olhei para a bota e não acreditava. Os pontos deram um profundo ai. Ai que já me fui. E foi mesmo! A minha bota estava pronta a engolir tudo pelo lado esquerdo. Claro que fiquei desapontado! Dei um dinheirão por umas botas Timberland para me deixarem mal no Muranho. Ainda por cima, num poulo que é uma das belíssimas alcatifas do Ventor. Claro que se levasse uns sapatinhos de toilette ou uns ténis, não procederia com a mesma à vontade. Os cuidados seriam outros. Mas seria mesmo assim?

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Para as minhas botas Timberland, tudo acabou no Muranho. Foi ali que se deu o ocaso com a torcidela que dei com o meu pé esquerdo

Entre dois pares de botas e uns ténis, decidi levar à Pedrada, pela 3ª vez, as minhas botas Timberland - as arranca-unhas! A primeira vez desci a Pedrada em direcção ao Fojo virado para o Mezio. Em descida acelerada e empurrado pelos ventos de Castro Laboreiro, sem utilizar travões, a não ser nos momentos forçados, puseram-me as unhas negras e subi o mais rápido que pude até à Corga da Vagem. Quando cheguei aos Arcos de Valdevez tinha quatro unhas negras, duas em cada pé Das quatro caíram-me duas, uma em cada pé, mais tarde. Da segunda vez que as levei à Pedrada fiquei com duas unhas negras, uma em cada pé, mas nenhuma caiu. A descida tinha sido mais suave.

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Com a ajuda de dois valentes sapateiros improvisados, cheguei à Pedrada. Agora era necessário o retorno

Desta vez hesitei mas decidi levar as mesmas botas nesse caminho ideal para Timberlands. Era a terceira vez e ia à vontade mas estraguei tudo. Acho que foi por me sentir protegido. Nem todas as botas ou ténis me podem acompanhar à Pedrada. Só uns podem, os outros ficam para trás, a não ser que leve um par suplente pendurado no pescoço. E que falta me fizeram!

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Estou a meio caminho entre a Pedrada e a Corga da Vagem

Aqui já o António Branco e o Joaquim de Barros me tinham reparado a bota com um pano de casaco velho e um arame encontrados no Alto da Pedrada. Foram dois belos sapateiros arranjados de improviso. Eu estava disposto a rasgar a camisa às tiras para fazer mais umas caminhadas curtas até os panos se rasgarem e devia ser assim até chegar ao Fojo da Cabrita. Quando os panos se rasgassem seriam substituídos por outros e assim sucessivamente.

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Mais um pouco e desço para o Muranho

Também pensei em fazer uma bota com ramos de urzes e fetos mas faltava a giesta para fazer uma verga. Ainda não tinha aparecido o arame! Fosse como fosse, descalço é que não. Nunca me tinha acontecido algo semelhante e não pensem que, essas coisas, só acontecem aos outros. Todos estamos sujeitos a estas contingências.

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A verdade é que elas me levaram a bom porto com a ajuda do António e do Joaquim

Foi difícil descer do Muranho, atravessar o planalto da Naia e descer, pela Portela, até ao Fojo da Cabrita com aquele sector central da bota a sair-me pelo calcanhar. Passei o tempo a empurra-lo para dentro. Para a frente não se chegava mas por trás estava sempre pronto a sair. Costuma-se dizer que quem vai ao mar apetrecha-se em terra. Botas penduradas ao pescoço não mas apetrechos para estas ocasiões, sim. Pelo menos para aqueles que não gostam de desistir.

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Nossa Senhora da Peneda sempre velou pelo Ventor

O meu obrigado ao António Branco por querer trocar  a sua bota comigo, por serem do mesmo número e para me facilitar um pouco a vida, dividindo o mal pelas aldeias. Claro que se não houvesse aquelas alternativas eu estaria disposto a fazer o trajecto descalço. Teria de ser com muito jeitinho mas seria a primeira vez que caminharia nos trilhos da Pedrada, descalço e, do outro lado, existiria o sorriso matreiro de Nossa Senhora da Peneda a gozar comigo mas eu acho que Ela teve dó de mim e colocou o trapo e o arame na Pedrada para resolvermos a situação. Acredito que Ela sempre foi minha amiga.

Não! Não posso "executar" as botas Timberland. Vou mesmo comprar outras! Entretanto tenho por aqui outra marca (norueguesa) que farão o seu papel na devida altura. Mas fui bem de ténis à Assureira e não me dei nada mal. Veremos.

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Garranos na serra de Soajo, cavalos para os deuses