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n' As minhas Montanhas Lindas

Vamos caminhar pela serra de Soajo, nas Montanhas Lindas do Ventor, com os garranos e as rainhas da montanha na Corga da Vagem, na Naia, no Curral do Pai, na Serrinha, na Derrilheira, … Tudo é lindo

Vamos caminhar pela serra de Soajo, nas Montanhas Lindas do Ventor, com os garranos e as rainhas da montanha na Corga da Vagem, na Naia, no Curral do Pai, na Serrinha, na Derrilheira, … Tudo é lindo

n' As minhas Montanhas Lindas

A foto do cabeçalho são garranos na Corga da Vagem - serra de Soajo


A caminhada dos rojões, na Corga da Vagem - serra de Soajo


Os rojões assados na Corga da Vagem

Lá vai tudo numa nova caminhada: a dos rojões

O Luis Perricho levou o Ricard, a água já estava lá e foi a festa

Passagem pelo Alto da Derrilheira. Olhar! Olhar! Fotografar!


Vamos subir ao nosso miradouro?

Estivemos lá em Agosto de 2017. O miradouro a que me refiro, chama-se: «Alto da Derrilheira».

Quem conhece e quer lá voltar, caminhe aqui; quem não conhece e quer vir a conhecer, caminhe aqui.

Quem já conhece e quer matar saudades, caminhe aqui. Eis toda a natureza envolvente que vemos do alto da Derrilheira.


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Enquanto o António Amorim e o Luiz Perricho punham as conversas em dia, eu quis ver a minha máquina trabalhar e assim, irei à Derrilheira sempre que me apetecer.


29
Ago18

Subida à Pedrada, em Agosto de 2018

Luiz Franqueira

Isso mesmo!

Subi à Pedrada com mais 9 amigos mas dos 19 km feitos, cerca de 14 foram feitos com um pé calçado e outro semi-descalço. Foi mesmo assim. Disse mal da botas, insultei-as e bla-bla-bla mas, depois das contas feitas, o que concluo é que a minha bota salvou o meu pé. Se tivesse ido de sapatinhos de toilette ou de ténis, provavelmente, não teria a mesma sorte.

Rodopiei pela esquerda no poulo do Muranho, meti o pé num buraco do poulo e a minha bota deu um grande estoiro. Olhei para a bota e não acreditava. Os pontos deram um profundo ai. Ai que já me fui. E foi mesmo! A minha bota estava pronta a engulir tudo pelo lado esquerdo. Claro que fiquei desapontado! Dei um dinheirão por umas botas Timberland para me deixarem mal no Muranho. Ainda por cima, num poulo que é uma das belíssimas alcatifas do Ventor. Claro que se levasse uns sapatinhos de toilette ou uns ténis, não procederia com a mesma à vontade. Os cuidados seriam outros. Mas seria mesmo assim?

 

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Para as minhas botas Timberland, tudo acabou no Muranho. Foi ali que se deu o ocaso com a torcidela que dei com o meu pé esquerdo

 

Entre dois pares de botas e uns ténis, decidi levar à Pedrada, pela 3ª vez, as minhas botas Timberland - as arranca-unhas! A primeira vez desci a Pedrada em direcção ao Fojo virado para o Mezio. Em descida acelerada e empurrado pelos ventos de Castro Laboreiro, sem utilizar travões, a não ser nos momentos forçados, puseram-me as unhas negras e subi o mais rápido que pude até à Corga da Vagem. Quando cheguei aos Arcos de Valdevez tinha quatro unhas negras, duas em cada pé Das quatro caíram-me duas, uma em cada pé, mais tarde. Da segunda vez que as levei à Pedrada fiquei com duas unhas negras, uma em cada pé, mas nenhuma caiu. A descida tinha sido mais suave.

 

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Com a ajuda de dois valentes sapateiros improvisados, cheguei à Pedrada. Agora era necessário o retorno

 

Desta vez hesitei mas decidi levar as mesmas botas nesse caminho ideal para Timberlands. Era a terceira vez e ia à vontade mas estraguei tudo. Acho que foi por me sentir protegido. Nem todas as botas ou ténis me podem acompanhar à Pedrada. Só uns podem, os outros ficam para trás, a não ser que leve um par suplente pendurado no pescoço. E que falta me fizeram!

 

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Estou a meio caminho entre a Pedrada e a Corga da Vagem

 

Aqui já o António Branco e o Joaquim de Barros me tinham reparado a bota com um pano de casaco velho e um arame encontrados no Alto da Pedrada. Foram dois belos sapateiros arranjados de improviso. Eu estava disposto a rasgar a camisa às tiras para fazer mais umas caminhadas curtas até os panos se rasgarem e devia ser assim até chegar ao Fojo da Cabrita. Quando os panos se rasgassem seriam substituídos por outros e assim sucessivamente.

 

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Mais um pouco e desço para o Muranho

 

Também pensei em fazer uma bota com ramos de urzes e fetos mas faltava a giesta para fazer uma verga. Ainda não tinha aparecido o arame! Fosse como fosse, descalço é que não. Nunca me tinha acontecido algo semelhante e não pensem que, essas coisas, só acontecem aos outros. Todos estamos sujeitos a estas contingências.

 

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A verdade é que elas me levaram a bom porto com a ajuda do António e do Joaquim

 

Foi difícil descer do Muranho, atravessar o planalto da Naia e descer, pela Portela, até ao Fojo da Cabrita com aquele sector central da bota a sair-me pelo calcanhar. Passei o tempo a empurra-lo para dentro. Para a frente não se chegava mas por trás estava sempre pronto a sair. Costuma-se dizer que quem vai ao mar apetrecha-se em terra. Botas penduradas ao pescoço não mas apetrechos para estas ocasiões, sim. Pelo menos para aqueles que não gostam de desistir.

 

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Nossa Senhora da Peneda sempre velou pelo Ventor

 

O meu obrigado ao António Branco por querer trocar  a sua bota comigo, por serem do mesmo número e para me facilitar um pouco a vida, dividindo o mal pelas aldeias. Claro que se não houvesse aquelas alternativas eu estaria disposto a fazer o trajecto descalço. Teria de ser com muito jeitinho mas seria a primeira vez que caminharia nos trilhos da Pedrada, descalço e, do outro lado, existiria o sorriso matreiro de Nossa Senhora da Peneda a gozar comigo mas eu acho que Ela teve dó de mim e colocou o trapo e o arame na Pedrada para resolvermos a situação. Acredito que Ela sempre foi minha amiga.

Não! Não posso "executar" as botas Timberland. Vou mesmo comprar outras! Entretanto tenho por aqui outra marca (norueguesa) que farão o seu papel na devida altura. Mas fui bem de ténis à Assureira e não me dei nada mal. Veremos.

 


As Montanhas Lindas do Ventor, são as montanhas da serra de Soajo, da serra da Peneda, da serra Amarela, do Gerês, ... são as montanhas dos seus sonhos e são, também, as montanhas da sua gente

O Quico e o Ventor sonharam com a Derrilheira



Quico e Ventor

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Imaginem um lobo no Alto da Derrilheira


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Flores de Adrão; na serra de Soajo


Apresento-vos as fotos do Ventor. Esta flor encontrou-a, pela primeira vez, junto à Fonte das Forcadas, rumo à Corga da Vagem e, daqui rumo à Derrilheira



Esta é a cruz da Portela de cima, para um lado, fica a serra da Peneda, para o outro, ficam as serras Amarela e Gerês.





Estas flores são aquelas que, em miúdo, chamava flores do S. João



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